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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Antônimo de destino



O descaso,
desencontro,
atraso,
fora de prazo,
a falta de tempo e a falta do que fazer com o tempo.

Tudo bem incerto.
Imprevisível.
Irremediável.
Ruim como um gole no copo errado,

Tudo bem.
Melhor é um sorriso para tudo isso que dá errado,
Afinal, o que é certo em tanta incertaza viver?

Pois é,
é isso o que eu tenho.
Ás vezes um risco errado num papel,
é o traço para um novo desenho.


Ao som do Blind Willie McTell, tocando Broke Down Engine. Boa noite.


domingo, 30 de janeiro de 2011

Reflexões, sonhos, caminhos e alguns desatinos






Reflexões, sonhos, caminhos e alguns desatinos

Tem horas que eu prefiro esse silêncio
Olhar para as horas, e esquecer o tempo
A toda hora, tantos tempos mal contados
Em espaços vagos,
Tanta falta de assunto tão falado
Tanto tudo, que enche o saco;

Prefiro o vazio de tudo,
O nada;
A falta do externo, tráz a liberdade do ser.
A inquietude da simplicidade estremece o pensar
E talvez o esquecer também tenha suas inquietudes

Talvez, então,
pensar em esquecer aquilo que foi ou será
Procurando uma formula de pensar em esquecer aquilo que penso
Quando na verdade, me reluto em lembrar-me de mim

Tanta confusão
Nessas horas, o melhor mesmo é beber um pouco
Bêbado, pelo menos, eu penso e esqueço ao mesmo tempo
E um cigarro,
que divide esse tempo

Um pensamento confuso nos divide
Na procura por uma resposta
E a angustiante falta dela

Então deixo tudo pra lá!

O que fica aqui são os passos que eu deixo
Talvez nem tudo, eu possa mudar
E pra ser honesto, nem faço questão
O que é meu são os meus passos
Isso me basta;

Já meus pensamentos, pelo o que me parece, caminham à deriva
Na direção que bem entenderem
E tal coração que vejo, nem pergunto mais 'por quê?'

Tudo tão romanticamente bonito e filosófico
Quão criticamente complicado de se viver

O furor de um pensamento desatino

E o disparate de um coração avoado

Mas tudo bem,
Eu tenho a calma e tranquilidade dos meus passos



E ao som de Lightnin’ Hopkins, tocando Wonder Why, que desejo a todos, uma boa noite.


*Gostou da foto? Aqui tem mais, lá no meu Flickr tem mais!

Se você tem, você tem sorte.



Na vida, existem tantos porquês...
e a gente escolhe qualquer bobeira pra se questionar,
e não digo que isto é ruim
Acredito que a busca por novos horizontes sempre é necessária.

E com tantas buscas, dúvidas e questões à discutir, tem gente que tem sorte.

A sorte é em ter alguém que
discorda de você;
Mais sorte ainda é ter mais de uma.
O mais legal é que ela discorda de você querendo o que melhor pra ti.
Vendo, às vezes, o que você não vê.

Essas pessoas te criticam, te fodem a vida com as suas verdades, com as questões que te põe à pensar.
E o melhor, é que ela faz isso pensando no seu melhor.


E daí? E como você fica?
Todo mundo fica fudido.
Porque a verdade na sua cara, sempre é algo inconveniente.

E daí, você pensa...

E a coisa que você mais vê, é que aquelas pessoas que te disseram aquelas coisas
que,
de certa forma,
são tudo o que você não pensaria (por muitas vezes, é exatamente o que você não quer pensar),
disseram tudo o que você precisava ouvir.

É. Isso é a amizade.
Não adianta falar em tudo o que todo mundo já sabe.
Não adianta eu falar em tudo o que todo mundo já sabe sobre amizade.
Amizade é isso.
Sempre diz mais além.
E todo mundo sabe disso.

O viés disso tudo, é quando se deparamos com aquilo que realmente nós não queríamos.
E essas pessoas não têm o menor pudor em dizer.
E por quê?

Porque alí existe amizade pra dizer tudo.

Porque ali existe amizade.



Dedico essas palavras à todos os meus amigos que sempre me falaram as merdas que eu precisava ouvir.


Ao som do Seasick Steve, tocacando um cover de Hank Willinas, a I'm so lonesome i coud cry, que eu dou boa noite à todos que leram essas palavras.




segunda-feira, 17 de maio de 2010

Reflexões sobre a obra de Malevich

Para quem não conhece Kazimir Severinovitch Maliévitch, transliteração do cirílico Казимир Северинович Малевич, mais conhecido apenas como Malevich era um pintor ucraniano que fazia parte do movimento de vanguarda que se chamava Abstracionismo, mas precisamente, Malevich fazia parte do Abstracionismo Geométrico.



Malevich levou dois anos pra pintar um quadro, que eu acredito que seja a sua obra mais famosa. Chama-se O Quadrado negro sobre fundo branco, que para alguns esse quadro não passa de um “nada”, para outros esse quadro foi um divisor de águas na arte da época, os padrões da arte, os limites, as mensagens passadas (e como passadas): todos esses parâmetros foram questionados por esta obra.

É interessante procurarmos uma reflexão em uma obra artística, além do que, cada um de nós encontra seus próprios significados, respostas e até mesmo, cada um de nós procura os nossos próprios questionamentos relacionados à obra a que nos deparamos.

E é com o som de Johnny Shines cantando Tell Me Mama. Convido todos à estas reflexões e desejo boa noite.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um ensaio sobre a alienação na industrial cultural


A indústria cultural funciona como um mecanismo de alicerce a esta cultura dominante. Exerce o papel de produzir uma cultura de massa, de fácil acesso a todos, através da ênfase ao divertimento encontrado em seus produtos, simplifica-os ao máximo, para assim sempre obter uma atitude passiva do individuo, o seu consumo. Promove também reforços às normas sociais por meio de estereótipos encontrados nos meios de veiculação da indústria cultural. A prática incessante dessas ações procura como resultado o conformismo social das massas, as quais aceitem os bens culturais produzidos pela indústria cultural.

Neste contexto, a classe dominante apropria-se da ideologia capitalista, toma posse do processo econômico-político e dos veículos dos meios de comunicação de massa, um dos principais transmissores desta ideologia totalmente consumista. Tudo está à venda para que haja cada vez mais o acumulo de riqueza por parte da classe dominante.

Ao visar o acúmulo de riqueza primeiramente, a classe dominante busca uma produção cada vez maior para que exista também um consumo. Explora a força de trabalho do individuo, já que o submete ao ritmo de produção da máquina.

Esta produção em série isentou o individuo da responsabilidade de conhecer o que ele produz, não exige do funcionário algum conhecimento especifico sobre o produto ou qualquer experiência na área. Seu trabalho está atrelado apenas a um processo repetitivo, que condiz apenas com uma pequena parcela da fabricação do produto em que ele se propôs a produzir para servir ao mercado. Sendo assim, o gesto articulado, entendido como força de trabalho, perdeu o seu significado, já que quem o exerce não sabe o que está fazendo, não sabe o que produz.

Isto traduz a falta de questionamento e conformismo perante o seu trabalho. Não o questiona como relação de troca de sua força de trabalho por um valor em moeda inferior à produção que exerce. Assim também, não questiona a sua remuneração, não alcança a possibilidade de comprar grande quantidade de produtos originados do emprego da sua força de trabalho.

Para Adorno, em seu livro Dialética do Iluminismo, a indústria cultural, que alcança seu maior patamar de desenvolvimento a perto do século XX com o progresso do capitalismo, reforça o processo de alienação do sujeito para além de sua condição de trabalho já que a burguesia também domina e controla os entretenimentos dos trabalhadores, ou seja, sua cultura, que podemos dizer que é totalmente influenciada pela indústria cultural.

Ao som de Rolling Stones, com Can't You Hear Me Knocking. Boa noite.


*Texto extraido e adaptado do meu projeto de iniciação científica

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Insônia, pensamentos e alguns rascunhos


"Traços, caminhos.

Tantos passos sem rumo

Tanto espaço e labirintos


Medos contados como pedras no caminho

Medos contidos, excomungados

Em frases, em grito.


Peças à deriva, encaixes desprovidos

Passos em falso por todos os lados

Por todos os caminhos


Mas o que é de direito?

Um dia bonito,

ou um amor perfeito?

O que é prometido,

ou o que é verdadeiro


São tantos erros e acertos

Tantas tentativas e fugas

Frustrações e procuras

Em um xadrez desaventureiro


Pessoas, peões, rainhas.

Peças à deriva.

Xeque mate.

Talvez vida.


Tantas mudanças e inevitáveis desapegos.

Tantas chances que deixamos ao vento.

Tantas lições repetidas ao vento,

e aprendemos só com o erro".


(Rennan R. Loezer)


E ao som de Seasick Steve. Boa Noite.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Influências subjetivas da publicidade


Fica claro para qualquer um de nós, que a intenção de qualquer publicidade, mesmo que haja mensagens que traga consigo sentidos relacionados ao prazer e satisfação, no final das contas, o grande intuito é gerar lucro.

Uma peça publicitária, independente da mídia que a mensagem for veiculada, é contida dentro da peça uma série de elementos linguísticos híbridos, tais quais são verbais, sonoros e visuais. Todos convergentes ao mesmo sentido, entretanto, deve o grande numero de informações vindas do mesmo emissor, algumas são ressaltadas, e então de contrapartida, outras caminham no sentido da subjetividade, dá margem à origem de camadas de subsentidos, isto é, caminhos soltos de sensações e sentidos, que não são processadas pelo consciente.

Toda a atmosfera de texturas, rimas, tonalidades e contrastes, rimas e figuras de linguagem, acabam por se tornarem sutilezas qualitativas que não chegam a produzir um julgamento cognitivo, provocando no receptor apenas qualidades de sentimentos.

Por conclusão, vemos que o background criado pela publicidade, é tão influênciativo, são mais, que as mensagens propriamente ditas.

Ao som de The Black Keys, I got mine.

Boa noite a todos.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Palavras... Suas finalidades e seu fim


As vezes, quantas coisas ditas, tentativas de explicações. Por fim, tudo que se tenta dizer, e o que sai, é justamente o que é desnecessário ou sem sentido. E enfim vejo o silêncio e sem enredo. É um estranho paradoxo de que a subjetividade torna algumas coisas obvias.
Trago aqui, um pouco de minha pobre poesia, que tenta o que sabe que não vai conceguir - explicações.



“Palavras ditas,
caminhos soltos,
quesá encontrem ao fim,
algum conforto.

Ouvidos.
As vozes.
Fagocitose de sons.

Falas, frases e entonações.
Interpretações, interpretantes e intenções.
Pretensões, tensões e Intencionados.
Valores distintos.
Caminhos opostos, paralelos,
às vezes cruzados.

Palavras, amor.
Traduções de sentimentos.
Termos, ternos, tensos ou vulgares.
Transcrições de olhares.
Palavra em vão.
Sentimento é uma palavra escrita apenas no coração...”

(Rennan R. Loezer)



Ao som de Robert Nighthanwk com Sorry Sweet Angel, à todos boa noite.

*A reticente objetividade deste blog faz possível dizer que este post tem sua dedicatória...